Acusados de arrombamento são presos na Serra do Cipó

May 30th, 2010

Dois dos suspeitos são procurados pela Justiça e o terceiro seria filho de um juiz aposentado de Belo Horizonte

Patrícia Dumont – Repórter – 28/05/2010 – 22:02
Fonte: Hoje em Dia

Três homens, entre eles o filho de um juiz aposentado, foram presos em flagrante, no final da tarde desta sexta-feira (28), enquanto se preparavam para arrombar uma residência na Serra do Cipó. Os rapazes – dois de 31 e um de 29 anos – eram conhecidos na região pela prática de furtos em casas de veraneio.

De acordo com informações dos militares, um dos suspeitos, identificado apenas como Gian, 29 anos, possui cinco mandados de prisão em aberto por furto, latrocínio e assalto. Carlos Alberto, 31 anos, também era procurado pela Justiça. O outro suspeito, Luiz, é filho de um juiz aposentado de Belo Horizonte.

A prisão foi realizada após investigações, conforme informaram os militares do 35º Batalhão. Na casa de um dos suspeitos foram encontrados diversos produtos furtados, como bicicletas, aparelhos de som e DVD, e furadeiras, além de drogas.

Os três acusados foram levados para a Delegacia de Plantão de Santa Luzia.

fonte:http://www.hojeemdia.com.br/

Conheça a Serra do Cipó, uma das maiores áreas de biodiversidade do planeta – Guia de Viagem O DIA Online.

April 27th, 2010

Autoria http://odia.terra.com.br/  você poderá ver esta noticia no site, e muitos outros conteúdos.

Rio – Um dos mais belos cenários de Minas Gerais, a Serra do Cipó proporciona aquela sensação quase mística de fazer parte, de se integrar completamente com a natureza. É uma das maiores áreas de biodiversidade do planeta, com vales, grutas, rios, montanhas, cachoeiras e corredeiras, muito verde e muitas, muitas flores.

Burle Marx já dizia que a Serra é o ‘Jardim do Brasil’, com mais de 1.600 espécies de flores. É lindo de se ver. Além do patrimônio natural, sítios arqueológicos revelam vestígios de comunidades primitivas que deixaram registros nas paredes de diversas cavernas.

Divisor natural das bacias São Francisco e Doce, a Serra do Cipó faz parte da cadeia da Serra do Espinhaço, e tem como principal atrativo o Parque Nacional da Serra do Cipó, com cerca de 34 hectares de pura natureza. Tem vegetação variada; rica fauna, abrigando diversas espécies; excelentes e variadas opções de lazer como canyoning, turismo equestre, caving, cicloturismo, alpinismo, passeios de caiaque e barco, trekking e hikking.

O lazer se estende também fora do Parque com atrações de fácil acesso, como a Cachoeira Grande, que fica bem próxima à entrada do Parque, e a cachoeira Véu de Noiva, no km 100 da MG-010, em área particular.

O QUE VER E FAZER

PARQUE NACIONAL DA SERRA DO CIPÓ E SUAS ATRAÇÕES.O acesso é feito pela Rodovia MG-010. A portaria está a 4 km a partir do km 95. Diariamente, das 8h às 17h. A visita é limitada a 150 pessoas por dia. Tel.: (31) 3718-7228 e 3718-7237. É indispensável um bom guia da região. O parque foi criado em 1984 para proteger a fauna e a flora, assim como as bacias de captação do Rio Cipó, importante pelas suas cachoeiras e águas límpidas.

É possível visitar o Parque durante o ano todo. De maio a agosto, a temperatura é mais amena. De abril a novembro, época de seca, a prática do rapel se torna mais fácil. Já entre dezembro e março, as cachoeiras e rios aumentam seu volume d’água. A temperatura média anual da região é de 21 graus. Na portaria do Parque é possível retirar um mapa das atrações. As trilhas são bem marcadas, principalmente para a cachoeira da Farofa e o cânion das Bandeirinhas. Mas a caminhada até o cânion é de 11 km, portanto, é bom estar bem preparado para caminhadas longas.

CACHOEIRA DA FAROFA. A cachoeira desce os degraus da encosta em sete quedas sucessivas. O poço geladíssimo que se forma na parte de baixo pode ser acessado por trilha fácil de 7 km. Pode ser feito a pé, a cavalo ou de bicicleta, a partir da sede do parque. Para chegar à parte superior, a caminhada é mais difícil, dura o dia todo e precisa de guia. No caminho é preciso transpor dois pequenos riachos.

CACHOEIRA DA TAIOBA. Tem cinco quedas d’água, tendo acesso somente a primeira, que forma uma piscina natural de 20 metros de diâmetro, com mata nas margens. A caminhada leva cerca de duas horas, que deve ser feita com guia. A trilha pode ser percorrida também a cavalo ou de bicicleta. Cuidado com os espinhos do lado esquerdo da margem.

CACHOEIRA DAS ANDORINHAS. Acesso pelo Km 97 da MG-010. Ingresso a R$ 3, pago na entrada do Parque. O acesso é feito por trilha leve, mas é necessário o acompanhamento de um guia. A cachoeira é formada por uma mistura de corredeiras e duchas naturais, e contorna uma vegetação de cerrado e belos afloramentos de quartzo. Este passeio através da Serra da Bocaina permite a observação de uma bela vista da Serra do Espinhaço.

CACHOEIRA CONGONHAS. A trilha que leva à Cachoeira Congonhas permite observar os notáveis afloramentos rochosos da Serra do Cipó e a travessia de pequenos córregos. A cachoeira forma um poço onde se pode mergulhar. No local é possível também a prática do rapel. O percurso de ida e volta leva cerca de cinco horas.
CÂNION BANDEIRINHAS. Este cânion é formado pelo estreitamento do Ribeirão Bandeirinhas, e possui uma sucessão de cascatas, cachoeiras e piscinas naturais. O passeio leva o dia inteiro e só para chegar ali são três horas e meia de caminhada, mas vale a pena pelo visual. É preciso contratar um guia.

TRAVESSÃO. Trata-se de um dos mais belos cenários da Serra do Cipó. O Travessão é um imenso penhasco que divide as bacias dos Rios São Francisco e Doce, servindo de dique. O local possui pinturas rupestres, espécies de sempre-vivas, campos de samambaias de altitude, nascentes e uma cachoeira. Mas o passeio só pode ser realizado com o acompanhamento de um guia credenciado e autorização do Instituto Chico Mendes.

ATRAÇÕES FORA DO PARQUE

CACHOEIRA DAS BICAIMAS. A Cachoeira das Bicaimas, um pouco mais afastada do vilarejo, é uma das mais bonitas da região. Ela se encontra em propriedade particular e sua visitação só é permitida através de solicitação junto aos proprietários. Sua trilha é relativamente difícil. Em fevereiro, a área virou uma RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural). O acesso fica a 18 km da Lapinha, entrada para a Fazenda do Breu, no caminho para o Poço do Soberbo.

POÇO DO SOBERBO. O maior poço da Serra do Cipó, com uma profundidade de 18 metros. O lugar é lindo e com natureza exuberante. Para chegar até lá, a caminhada de três horas é forte e exige bom preparo físico. É necessário o acompanhamento de guias experientes.

CACHOEIRA GRANDE. É a de mais fácil acesso e, talvez por isso, fique a maior farofa nos feriados. Pode-se ir de carro (2,5 Km de estrada de terra), entrando à direita no Hotel Veraneio. O lugar possui infraestrutura como bar, estacionamento, aluguel de caiaques e área para churrasco. A entrada custa R$ 5.

CACHOEIRA VÉU DA NOIVA. Rodovia MG 10, Km 100. Informações: (31) 3799-1177. Funcionamento: diariamente das 7 h às 22 h. Um dos atrativos mais conhecidos da Serra do Cipó, a cachoeira Véu da Noiva possui uma queda de 70 metros, formando uma piscina natural com 14 metros de profundidade. O visual é todo emoldurado por paredões de pedras. O local possui ainda boa infraestrutura para visitantes, com restaurantes, banheiros, entre outros.

CACHOEIRA SERRA MORENA I. Seguir pela rodovia MG 10 sentido Conceição do Mato Dentro por aproximadamente 5 Km. Entrar à esquerda em direção de Vau da Lagoa, seguir por mais 5 Km até a entrada do camping. Informações: (31) 9977-1421. Funcionamento: diariamente das 7h às 18h.
Emoldurada por uma vegetação típica de cerrado e flores campestres, esta cachoeira possui uma queda de 15 metros de altura, formando um lago. O visual é bonito e para chegar até a cachoeira é preciso caminhar por aproximadamente 500 metros.

CACHOEIRA SERRA MORENA II. Vau da Lagoa, Km 5. Informações: (31) 9977-1421. Diariamente, das 7h às 18h. Possui uma queda d’água de 60 metros de altura, formando uma piscina natural. A diversidade de fauna e flora na região impressiona e encanta.

CACHOEIRA SERRA MORENA III. Vau da Lagoa, Km 5. Informações: (31) 9977-1421. Funcionamento: diariamente das 7h às 18h. São 10 metros de queda, formando uma piscina natural. Esportes de aventura não são permitidos na área, assim como alimentos e bebidas.

LAGOA DOURADA. Local formado por uma cachoeira e um lago que, devido aos reflexos do sol, eventualmente tornam suas águas douradas, proporcionando um lindo visual. É um dos locais mais bonitos da Serra do Cipó. Nas águas das cachoeiras é possível tomar banho e se refrescar. A subida até as duas primeiras quedas é de fácil acesso, porém, até a terceira é necessário um pouco mais de preparo físico.

MORRO DA PEDREIRA. Acesso: saindo da ponte sobre o Rio Cipó, sentido Santana do Riacho, virar na placa indicativa desta cidade até o atrativo. Informações: (31) 3718-7007. Esta Área de Proteção Ambiental foi criada pelo Governo Federal em 1990, e seu objetivo é a proteção dos conjuntos paisagísticos da região, incluindo o Morro da Pedreira, além da vegetação, fauna e flora de grande importância para os ecossistemas. O Morro da Pedreira é uma gigantesca pedreira de mármore, cuja extração foi proibida para manter a beleza da paisagem local. É um dos picos da galera que gosta de praticar atividades radicais, como rapel e escalada.

COMO CHEGAR

>>Carro: Acesso pela BR-040 até Belo Horizonte, depois pegar a MG-010 até a Serra do Cipó. São aproximadamente 100 km.

>>Ônibus: Seguir até Belo Horizonte com a Viação Cometa (www.viacaocometa.com.br ), com passagens a partir de R$ 67. Na mesma rodoviária, pegar outro ônibus para Serra do Cipó com a Viação Saritur (tel.: 31 3272-8525) ou Viação Serro (tel.: 31 3201-9662).

DORMIR
>>Rancho Cipó Pousada Rural. Rodovia MG-010, Km 99. Tel.: (31) 3718-7200. www.ranchocipo.com.br. Diárias: a partir de R$60 (individual) ou R$ 180 (casal), com café da manhã.

>>Pousada Chão da Serra. Rodovia MG-010 Km99,5. Tel.: (31) 3718-7040. www.chaodaserra.com.br. Diária: a partir de R$ 160. (casal) com café da manhã.

>>Recanto da Serra. Rodovia MG-010, Km 98. Tel.: (31) 3718-7374. www.recantodaserrapousada.com.br. Diária: pacote de final de semana a partir R$ 240.

COMER

>>Parador Nacional. Alameda das Orquídeas 180. Tel.: (31) 9984-3278. Média: R$ 20 a R$ 35 por pessoa. Comidas variadas.

>>Da Fazenda. Acesso pelo Km 95 da Rodovia MG-010. Tel.: (31) 9972-5962. Média: R$ 15 a R$ 25 por pessoa. Comidas variadas.

>>Santa Pizza. Rodovia MG-010 Km 95,5. Tel.: (31) 3718-7305. Média: R$ 20 a R$ 30 por pessoa. Pizzas.

Autoria: O Dia Online

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Os últimos tropeiros, Mineiros preservam hábitos dos tropeiros desde o Brasil colônia

September 21st, 2008
Picadas da Serra do Cipó ainda são trilhadas por homens que fazem circular mercadorias
Fotos: Renato Weil/EM/D.A Press


IRAÍDE TORRES – Ele enfrentou os meandros de uma serra pela primeira vez aos 6 anos, na companhia do pai, chefe de tropa reconhecido na região de Santana do Riacho. Iraíde teve de diminuir o ritmo de trabalho, mas ainda não se rendeu às facilidades da modernidade

Santana do Riacho – Eles se tornaram personagens oficiais da história mineira, seguindo o rastro dos bandeirantes no desbravamento das Minas Gerais, como elo de abastecimento e de comunicação entre os povoados desde o Brasil Colônia. A mercadoria, levada de um canto para ser vendida em outro, era carregada em lombo de burros em viagens que se estendiam por vários dias. Ao longo dos anos, estradas foram sendo construídas, os meios de transporte evoluíram e a profissão de tropeiro começou a ser empurrada para o passado. Porém, em distritos e vilarejos da Serra do Cipó, na Região Central de Minas, alguns dos últimos representantes da ocupação resistem ao tempo, ao progresso e a quem se apressou em tachá-los de superados.

Como tudo, o jeito de “tropeirar” também passou por adaptações. Se no passado as comitivas tinham cozinheiro, tocador, cavaleiro, 10 burros e um cavalo, hoje, os últimos tropeiros desbravam serras solitários com seus burricos em fila, na maioria das vezes enfrentando os perigos das trilhas em meio à mata fechada ou aos campos de vegetação típica do cerrado. O número de animais usados para transportar frutas, verduras e legumes da roça para a cidade e fazer o trajeto contrário com os produtos industrializados para quem ainda está isolado nos distritos também foi reduzido. 

A atividade perdeu lugar no comércio depois da abertura de estradas até os rincões do estado, da chegada dos meios de transporte de massa e do acesso às mercadorias prontas para consumo. Mas quem ainda persiste sabe que, por mais que o asfalto tenha avançado, rasgando o sertão das Gerais, há recantos que ele não invadiu; e, neles, há quem queira comprar o queijo, quem precise do remédio, quem ainda espere ansioso notícias que viajam em lombo de burro. Esses homens conhecem lugares aonde as facilidades da vida moderna ainda demoram a chegar e sabem  que, lá, ir fazer compras na cidade mais próxima significa perder um dia inteiro pela falta de ônibus regulares.

 Com a profissão no sangue, Iraíde reduziu em muito a tropa, que já chegou a ter 30 animais, mas não pensa em largar a batalha: ‘Meu pai andava até 30 dias montado. Hoje, o pessoal não quer saber mais de trabalhar’
Os últimos tropeiros acreditam também que o trabalho de gerações anteriores não pode ficar no esquecimento. Para eles, o significado da palavra tradição não se limita à preservação da memória. Histórias como as de José Moreira de Souza, de 66 anos, Iraíde Torres da Silva, de 55, e Giovane Antônio da Silva, de 37, mostram a determinação de conservar, do jeito simples e matuto que fez a fama do mineiro, uma das técnicas mais remotas de comércio e de contato entre as pessoas. São exemplos que se enquadram com precisão nos versos da dona-de-casa Maria Elza dos Santos, de 67, mulher e filha de tropeiro, numa das poesias escritas em homenagem ao pai: “Eles nunca desanimavam, porque dentro de suas veias e do seu coração, bravamente, pulsava a profissão de tropeiro”.
fonte: http://www.uai.com.br/

Raquel Coutinho estréia solo

September 18th, 2008

Batuque. Raquel Coutinho levou o produtor do disco e os músicos que a acompanham para gravar em sua fazenda, na serra do Cipó.

 

Daniel Barbosa
Depois de dez anos acompanhando Maurício Tizumba e se envolvendo com outros projetos que têm o batuque das tradições mineiras como alicerce, a percussionista e cantora Raquel Coutinho debuta em carreira solo com o disco “Olho D’Água”, cujo show de lançamento acontece hoje, no Teatro Alterosa. 

Os elementos do congado, do candomblé e da folia de reis constitui o fio condutor do álbum, que, produzido por Jongui (que tem no currículo trabalhos ao lado de nomes como Lobão, Zeca Baleiro e Rita Ribeiro), não dispensa, também, os recursos da eletrônica para a criação de texturas. A relação de “Olho D’Água” com os ritmos afro-mineiros está até na forma como o disco foi gravado, quase que integralmente na fazenda de Raquel, em São José de Almeida, ao pé da serra do Cipó – uma região pródiga em manifestações do gênero. ”A coisa dos batuques de Minas está muito presente nesse trabalho. 

Quando convidei o Jongui para produzir, a primeira coisa que falei foi que eu queria um disco de groove, com os batuques bem cheios, porque eu gosto de música que me pega pelo estômago, que me faz rir, chorar, enfim, que me emociona”, diz. Ela conta que, feito o convite, há cerca de três anos, o produtor sugeriu uma imersão no universo da rítmica afro-mineira. Raquel afirma que, paralelamente ao processo de acompanhar e decodificar as festas populares da região da serra do Cipó, os músicos envolvidos foram criando as bases. 

Ela diz que chegaram a 40, das quais nove foram finalizadas para compor o repertório do disco. Isso explica, a propósito, o fato de o show de logo mais ter metade do roteiro dedicado ao CD e a outra metade a músicas novas, criadas a partir das bases que a artista e os músicos que a acompanham já tinham prontas. Sobre o fato de gravar o álbum numa fazenda, Raquel diz que foi por sugestão do próprio Jongui, que dispunha de um estúdio móvel, permitindo montar a estrutura necessária em São José de Almeida. 

“O Jongui já vinha com uma experiência de gravar em lugares alternativos. Ele tem um esquema, que batizou de Cabana Laranjeiras, um equipamento de gravação que ele pode levar para qualquer lugar. Quando eu o levei na minha fazenda, ele viu lá uma casa antiga, de paredes de madeira bem grossa, na qual entrou, bateu umas palmas e falou em gravar o disco ali, dizendo que os tambores iam ficar com um som maravilhoso”, afirma a cantora, acrescentando que a opção não poderia ser mais acertada, já que o disco pôde ser feito com toda a calma e com a possibilidade de banho de cachoeira entre uma sessão de estúdio e outra. 
“É um trabalho que a gente teve a possibilidade de fazer com liberdade, paz de espírito e tranqüilidade. A gente pensou que ia gravar tudo em cinco meses, mas quando fomos para a fazenda e entramos naquele ambiente, que é de um outro tempo e um outro espaço, acabamos ficando três anos nesse processo. Mas também porque seguimos fazendo outras coisas paralelamente. Em São José tem muita festa de candomblé, de congado, de folia de reis, então a gente ie nelas todas e, depois, em casa, a gente ia trabalhando aquelas referências”, ressalta, acrescentando que tais referências foram misturadas a outras que traz consigo, o que vai de Björk a Zé Miguel Wisnik. A banda de base que toca no disco é composta por Jongui e Bruno Couto – que assina a co-produção -, além de Raquel, mas pontuam participações especiais de nomes como Magno Mello, Lênis Rino e Maurício Tizumba, entre outros. 

Agenda o que: Show de Raquel Coutinho quando: Hoje, às 20h Onde: Teatro Alterosa (av. Assis Chateaubriand, 499, Floresta) quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)

Publicado em: 17/09/2008
Fonte: www.otempo.com.br

MINAS GERAIS na Adventure Sports Fair

September 6th, 2008
Hoje, dia 4, a secretária de Estado de Turismo, Érica Campos Drumond, apresentou aos participantes do Adventure Travel World Summit os principais destinos e atrativos de aventura e natureza de Minas Gerais. O evento, também conhecido como Encontro Mundial de Turismo de Aventura, é considerado o maior fórum de relacionamento do mercado de natureza do mundo, com foco em conhecimento e negócios.

O desafio do Governo do Estado, na área de turismo, é tornar Minas Gerais o melhor e mais visitado destino turístico do Brasil. “Trabalhamos na estruturação dos destinos turísticos, formatação de roteiros competitivos e qualificação a rede de serviços. A natureza contemplou Minas Gerais com um cenário propício para a prática da aventura e ecoturismo, mas precisamos ficar atentos em relação à visitação e ao desenvolvimento da atividade turística com sustentabilidade”, disse a secretária. O Estado abriga importantes serras e possui mais de 10 mil cursos de d’água e nascentes de importantes rios brasileiros, como o Rio Doce, São Francisco e o Parnaíba. Seus parques estaduais e nacionais abertos à visitação oferecem infra-estrutura turística com trilhas sinalizadas, que possibilitam caminhadas e travessias.

De acordo com a secretária Érica Drumond, em Minas Gerais, a atividade de observação da vida silvestre já é um produto turístico consolidado e pode ser realizado em destinos como o Santuário do Caraça e a Serra da Canastra. O Estado é procurado para montanhismo (em especial, na Serra do Espinhaço), rafting e cicloturismo (também realizado nos centros urbanos). “Cultura, natureza, história, bem-estar e ruralidade fazem de Minas o estado síntese do Brasil. São mirantes, picos, grutas, piscinas naturais, águas termais e gastronomia singular que o visitante poderá vivenciar percorrendo os caminhos da Estrada Real”, afirmou Érica Drumond.

A secretária lembrou ainda que Minas Gerais é parceira da Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta), Ministério do Turismo e Sebrae, por meio do Programa Aventura Segura. A Serra do Cipó é um dos 15 pólos brasileiros integrantes do programa, que busca o fortalecimento e qualificação das empresas para prática e operação segura e sustentável do turismo de aventura.

Fonte: http://www.bj.inf.br

Homem e amante morrem afogados em cachoeira na Serra do Cipó

September 1st, 2008

29/08/2008 07h33

Vítima teria dito à esposa que ia pescar em uma represa na cidade de Três Marias

MÁBILA SOARES

 

SANTANA DO RIACHO – Os corpos de um homem de 36 anos e a possível amante, de 38, foram encontrados na noite de quinta-feira (29) na rodovia MG-10, divisa dos municípios de Lagoa Santa com Jaboticatubas, próximo a Santana do Riacho, na região Central de Miinas. De acordo com a Polícia Miltar (PM), as vítimas teriam se afogado na cachoeira Serra Morena, que fica na Serra do Cipó.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o casal saiu de onde estava hospedado às 11h da manhã para nadar na cachoeira e, até o fim da tarde, não tinha retornado. O caseiro achou estranho a demora deles e chamou a polícia.

Uma viatura foi até o local e deparou com um veículo Corsa, de cor prata, nas proximidades da cachoeira. Ao chegarem bem próximo ao carro, os militares viram o corpo de uma mulher boiando. O Corpo de Bombeiros foi acionado imediatamente.

Ao chegarem ao local, os bombeiros fizeram o resgate do corpo da mulher. Ao colocarem uma lanterna no fundo da água na tentativa de encontrar outra vítima, viram o corpo do homem, que também teria morrido afogado.

A polícia descobriu os dados do dono do carro por meio da placa de identificação do veículo, e conseguiu contactar a esposa da vítima. Ao saber do fato, ela relatou aos militares que o marido disse que ia pescar na repressa de Três Marias. A mulher ficou bastate nervosa quando descobriu que o esposo estava na Serra na companhia de outra pessoa.

Os corpos foram periciados e liberados ao Instituto Médico Legal (IML). 

 

Fonte: http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=12464

SETUR divulga Minas no interior de SP

September 1st, 2008

Nos dias 29 e 30, em Ribeirão Preto, a Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais (Setur-MG) participará da 12ª edição do Encontro Nacional das Agências de Viagens, realizada pela Associação das Agências de Viagens de Ribeirão Preto e região (AVIRRP). O evento é direcionado exclusivamente aos profissionais do turismo, reunindo agentes do interior paulista, capital e estados do entorno – importantes mercados para a divulgação dos produtos turísticos mineiros.

“A Setur tem promovido ações desde a roteirização até a formatação de roteiros prontos para o mercado. Participar de eventos em contato diretamente com os agentes de viagens é uma oportunidade de intensificar as ações de fomento à comercialização dos roteiros turísticos de Minas”, ressalta a secretária de Estado de Turismo, Érica Drumond.

No primeiro dia do evento (29), será realizado o 1º Fórum da AVIRRP, no Espaço Mediterrâneo do Novo Shopping, destinado a profissionais e estudantes de turismo, com palestras sobre “Indústria do Turismo e Sustentabilidade do Mercado”. No dia 30, a feira ocorre das 9 às 18 horas. Em 2007, o evento recebeu delegações internacionais de países como Alemanha, Argentina, Chile, Cuba e Israel. De acordo com a organização, a expectativa para 2008 é de 5 mil visitantes, entre agentes de viagem, imprensa, executivos, empresários do trade e autoridades.

O estande de Minas terá imagens de atrativos turísticos do Estado e contará com os parceiros: Belo Horizonte Convention & Visitors Bureau, Instituto Estrada Real e os Circuitos Turísticos Montanhas Cafeeiras, Caminhos Gerais e Parque Nacional Serra do Cipó, além de receptivos desses circuitos. Também será apresentado o projeto Minas de Ouro, realizado por meio de uma parceria da Secretaria de Estado de Turismo, Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), Instituto Estrada Real e Sebrae-MG, com foco na diversificação e promoção dos produtos turísticos mineiros.

 

Fonte: http://www.bj.inf.br/conteudo_visualiza.php?contcod=16921

TRAVESSIA NA SERRA DO CIPÓ – Parte 2

July 31st, 2008

Encravado no extremo sul da Serra do Espinhaço, o vilarejo da Lapinha é sempre lembrado por sua travessia + notória, rumo Tabuleiro. No entanto, perpendicularmente à este programa – saturado à exaustão pelo ecoturismo -farofa – há outra caminhada selvagem tão grandiosa q percorre rios e cachoeiras deslumbrantes, campos rupestres e matas de cerrado em direção ao pacato arraial de Fechados, 50km ao norte. Texto: Jorge Soto Fotos: Alessandro de Jesus/Luciana Barreiro

Por Jorge Soto

Sempre em frente pelos campos, s/ maiores dificuldades de navegação, a pernada foi uma seqüência tranqüila de fáceis obstáculos e alguns atrativos: bordejamos o Rio Cachoeira pela direita durante bom tempo, contornamos alguns capões de mata, pulamos uma cerca, ladeamos em suaves sobe/desces pequenos morrotes do caminho, desviamos de um enorme brejão, atravessamos um enorme trecho de pasto queimado (sob o olhar curioso de boizinhos) e atravessamos uma curiosa e exuberante florestinha de baixas árvores de galhos retorcidos, típicas de cerrado.
As 10:30 um enorme morro se interpõe no caminho. Descemos suavemente ate um capão de mata em sua base (onde abastecemos os cantis num córrego), varamos um pouco de mato e ganhamos a encosta esquerda do morrão, onde retomamos a trilha. À nossa esquerda vimos outra casinha, provavelmente o Sitio do Álvaro (pelas infos do rapaz ), do lado de uma simpática igrejinha de pedras. Sempre em frente, a picada sobe o morrão p/ agora bordejar sua encosta direita, descortinando imponentes paredões, agora + recortados em td sua extensão. Cansados, num trecho suave desta encosta fizemos nosso pit-stop de almoço, as 12hrs, sob a sombra fresca de algumas das poucas (e miúdas) arvores q ali havia. Realmente, este trecho é bem + ressequido e desolador q o dos dias anteriores. E mto quente.
Dando continuidade à pernada, logo os horizontes se abrem e podemos apreciar o Vale do Barbado, q se estende à noroeste numa continuação do platozão anterior, sempre tendo o paredão da serra à direita. E é pra lá q temos q seguir, mas antes, porem, bordejamos um capão de mata (repleto de laranjas!) q nos leva ate o enorme e largo Rio Preto, q temos q atravessar. Felizmente encontramos um trecho em sua margem fácil de descer e pudemos atravessá-lo s/ problemas c/ água apenas ate o joelho! Aqui tivemos + uma breve parada, alem deste q vos escreve ter seu 1º e merecido banho.
Após o rio, intuitivamente adentramos no largo Vale do Barbado, ate reencontrar a picada em meio aos lajedos, q ora acompanha o Rio Barbado pela direita ora pela esquerda. Após bordejar alguns capões de mata, notamos q o vale lentamente se afunila e somos obrigados a caminhar pela suave encosta à esquerda do rio, em definitivo, já q à direita são paredões recortados por enormes afloramentos rochosos. Desta forma, lentamente ganhamos altitude, mas o sol escaldante, o calor seco e a sombra escassa deste trecho tornam o caminhar lento, alem de deixarem a Lu de cara amarrada.
A medida q nos aproximamos do alto da serra (e nos afastamos do rio), a presença de enormes pedras pontudas e campos rochosos pipocados de canelas-de-ema aumenta consideravelmente e, as 16:30, resolvemos encerrar o expediente daquele extenuante dia. E o local não poderia ser + convidativo: um pequeno platô forrado de pasto um pouco antes do alto da serra, c/ um visu magnífico de td Vale do Barbado. E o melhor, c/ uma pequena nascente do lado!
Devidamente estabelecidos, ficamos o resto da tarde descansando ou simplesmente à toa: eu fiquei removendo carrapatos pelo corpo todo, me coçando dos arranhados e estudando o trajeto no mapa do dia sgte; o Lion e o Zé divagavam sobre o “Senhor dos Anéis”, se o Frodo tinha caso c/ o Legolas ou se o Gandalf tinha corneado o Bilbo; e a Lu provavelmente ou cuidava de seus ferimentos de seu semblante ou se banhava em lenços umedecidos p/ se emperiquitar p/ + uma janta.
Assim q a noite caiu, jantamos e eu apaguei antes das 20hrs, apenas acordando altas horas da madru devido ao forte vento q chacoalhava minha modesta choupana. La fora, a 1.234m de altitude, a lua iluminava de forma deslumbrante os paredões à nossa volta, ofuscando parcialmente as zilhões de estrelas q cintilavam no breu do firmamento. Fora isso, a noite transcorreu s/ maiores incidentes e, diferentemente das anteriores, não fora tão fria.
FIM DE TRAVESSIA E INÍCIO DO CHÁ-DE-CADEIRA
O sábado amanheceu da mesma forma q os dias anteriores, isto é, nublado. Mesmo assim levantamos cedo pra zarpar na seqüência, as 8:10 pois não nos faltava muito pra concluir a trip e nossa intenção era ainda naquela tarde retornar a sampa. Ao menos era isso em tese.
Num piscar de olhos alcançamos o alto da serra, apenas p/ constatar q lá ventava forte e frio pacas, cobrindo de razão nossa decisão de ter acampado antes de lá chegar. Novamente nos altos descampados da serra, emoldurados por baixas colinas de rochas de quartzito, bastou derivar p/ esquerda em meio ao pasto ralo, agora sempre sentido oeste. Pulamos uma cerca e contornamos o morrão sgte por sua encosta esquerda, apenas p/ perceber q devíamos ter descido antes por outra trilha q havíamos passado batido e seguia na direção desejada. Não faz mal, continuamos bordejando o morro e logo descemos por uma crista menos inclinada ate chegar na sua base. Lá bastou tomar uma das varias picadas q subiam os morrotes sgtes e iam p/ oeste. Pronto.
Logo, aos ziguezagues alcançamos o extremo de uma vasta planície de capim q tínhamos q palmilhar de ponta a ponta, sempre sentido oeste, cientes q no final chegaríamos numa descida final e, finalmente, na baixada. Aqui estava repleto de trilhas de vaca se cruzando, mas bastou tomar aquela q simplesmente ia na direção apontada pela bússola. Dessa forma alcançamos novamente a beirada da serra q começamos a descer, primeiro s/ mta declividade – através de carreiros arenosos, picadas de terra marrom ou trilhos cristalinos -  p/ depois andar por íngremes pirambas, sinal q agora estávamos num vale, provavelmente o do Rio Fechados.
Essas suspeitas se confirmaram qdo encontramos, as 11:16, uma tiazinha lavando roupa a beira de um gde e belo rio, q de fato era o Fechados. Segundo ela, o arraial tava pertinho, a apenas “uma horinha dali!” Entretanto, sabíamos q devíamos q multiplicar essa previsão por 3, no mínimo. Cruzamos o rio e tomamos uma precária estradinha q saia da casa da tiazinha, q descia o vale e acompanhava o curso d’água. Uma hora depois e c/ sol rachando nossas cacholas, estacionamos num trecho onde a estrada cruzava o rio, q por sua vez descia  numa seqüência de pequenas cachus e poçinhos refrescantes. Alem do óbvio tchibum, fizemos uma boquinha à sombra da única arvore do local.
Continuamos a pernada revigorados, acompanhando o rio (pela direita) q se afunilava num belo cânion, despencando em + poços e cachus logo abaixo. A descida fica íngreme e o precário carreiro de areia e pedras começa a exigir + de nossos joelhos, razão pela qual este trecho foi feito s/ pressa e c/ muita cautela. Em largos ziguezagues, passamos por incontáveis porteiras e 3 casinhas habitadas, sempre tendo a resposta de seus ocupantes: “Ta pertinho, falta apenas 1 hora!” Sei.. Ao menos aqui havia + vegetação e a sombra das arvores minimizava o desgaste do calor e do sol forte daquele horário.
Mas eis q as 13:30 tivemos nossa 1ª panorâmica, numa fresta na vegetação, da baixada e da minúscula Fechados. Dali foi só descer forte ininterruptamente, sempre aos ziguezagues, pela trilha q agora era forrada de pedras irregulares q serviam de degraus, lembrando uma “Trilha Inca” tupiniquim. Perdendo altitude rapidamente e após molhar a cabeça numa refrescante bica daquela escadaria natural, chegamos nos 623m de altitude do sopé da serra, as 14:30!! Dali bastou andar por poeirenta estradinha de terra, passar por um cemitério bem simples, algumas casinhas em construção ate finalmente chegar em Fechados, pontualmente as 15hrs!!!
“DIA DA MARMOTA” EM FECHADOS
Fechados é um ovo: imagine uma igrejinha cercada de uma dúzia de casas, e outras poucas orbitando aqui e acolá nas encostas. Isso é Fechados, arraial q leva esse nome pq esta cercado de montanhas, o q realmente se constata na descida. Assim, fomos direto ao Bar do Seu Zé – q tem o único telefone (de disco) dali, já q celular não pega – ligar pro Seu Alair vir nos buscar. Feito isso, bebemoramos a empreitada c/ cerveja e Guaraná Del Rey, c/ exceção da Lu, claro! O Zé Carlos tb bebericou uma pinga local q, segundo ele, tava “boa p/ daná!” Nisso, ouvíamos o dedo de prosa de Seu Zé, q já fizera de td nesta vida, mas depois q casou  “quietou” de vez.  Fora isso, trocamos de roupa e nos livramos das botas, deixando os pés respirarem aliviados. O momento hilário foi qdo, na parede do bar, surgiu uma lagartixa do tamanho de um jacaré p/ nos dar boas-vindas ao arraial, alem de parecer nos dizer “ces acham q vão embora hj, é? Esperem só..”
Enqto aguardávamos não nos restou opção senão conhecer a pacata rotina das pessoas, alem de proseá c/ quase td mundo, sempre c/ um “causo” na pta da língua. Almoçamos na pousada-armazém da Dna Amélia uma legitima e deliciosa comida mineira, da qual só faltou lamber os beiços. Enqto isso, as horas foram passando e nada do Seu Alair. Foi ai q ficamos de tocaia ao lado do telefone, ligando p/ saber se o dito cujo sairia de fato ou não. Ao mesmo tempo perguntávamos se havia outro modo de sair dali, sempre c/ respostas nada animadoras. O único busão passa ali apenas 1 vez ao dia, sendo 3 vezes por semana. Nunca aos sábados e domingo. Veículos particulares eram contados numa mão só; metade deles tava quebrado e a outra não tinha previsão de saída.
Tivemos ate a oferta de ir ate Santana do Pirapama (e dali tomar táxi), mas nosso comprometimento c/ Seu Alair nos mantinha presos ali. Foi ai q ficamos impacientes. E nada do dito cujo…Qdo a noite caiu já nos havíamos conformado q não sairíamos dali naquele dia, e nos acomodamos nos rústicos e simples quartos da “pousada” da Dna Amélia. Bem, nem curtir a “night” de Fechados podíamos, pois quase tds tinham ido p/ “Festa da Imaculada Conceição”, em Santana do Pirapama, c/ direito a show do forró de Dimas dos Teclados e Armando Lopes & banda. Sem opção e cansados, bastou encostar o corpo moído nos macios colchões q literalmente apagamos, mesmo c/ um alto forrozão tocando no bar ao lado.
Na manhã seguinte acordei ao som estridente de um galo, q cantava bem antes da alvorada. Tentei dormir novamente, s/ sucesso, levantando c/ o resto do povo depois das 6:30hrs. Não havia alma viva na rua, apenas bois e galinhas. Ligamos novamente p/ Santana do Riacho, as 8hrs, onde ficamos sabendo q Seu Alair ate tinha vindo, mas quebrara no meio do caminho e desistiu de vir nos buscar se mandando p/ BH. Entretanto Seu Waldir, marido de Dna Maria do Rosário, se dispôs de vir c/ o veiculo nos buscar. Uffaaa! Ate q enfim boas noticias! So torcíamos p/ q não demorasse muito, embora já soubéssemos q qq previsão do jeitinho “mineirês” é bem relativa.
Tomamos um farto café – c/ direito a leite fresco e pão-de-queijo – e ficamos o resto da manha à toa novamente. C/ um céu desprovido de nuvens, o friozinho matinal logo daria lugar a um calor sufocante. Bem, como os programas daqui se resumem a forró e fazer churrasco, o jeito foi apenas sentar e aguardar; o Zé Carlos aliviava suas bolhas num meigo chinelinho Gisele Bunchen, enqto o Lion clicava instantâneos do arraial despertando p/ + um domingo. A Lu teve ate uma animada seresta de violão tocada pelo marido de Dna Amélia. Alias esta senhora é um amor de pessoa, e nos acolheu como se fossemos seus filhos durante nosso “exílio” forçado no vilarejo, q descansava sempre aos domingos. Tb pudera, a rotina era pesada p/ td mundo. Por exemplo, a nora da Dna Amélia tinha um dia-dia q consistia em fazer rapadura pela manhã, cuidar do armazém e dos 3 filhos à tarde, e à noite ir p/ escola.
O tempo foi passando, passando e passando. Dávamos nossa 50ª volta ao redor do arraial e nada do veiculo. Aquilo parecia maldição, e lembrei do filme “Feitiço do Tempo”, onde o personagem principal vive sempre o mesmo dia numa vila interiorana. Mas eis q as 13:30, enfim, chega Seu Waldir c/ nosso carro e uma alegria s/ igual tomou conta da gente! Apesar da insistência dele – c/ seu inseparável modelito Texas Ranger  – em almoçar ali, declinamos da oferta p/ zarpar o qto antes! Assim e feitas as devidas despedidas e agradecimentos, conseguimos sair do limbo de Fechados. Ato sgte foi serpentear intermináveis estradas de terra, q deixaram o veiculo parecendo recém-saído do Rally dos Sertões, ate cair no asfalto. Logo alcançamos Santana do Pirapama e, na seqüencia, Sete Lagoas. As 16:30 alcançamos BH e, após uma breve parada p/ lanche, rumamos em definitivo p/ Terra da Garoa, onde chegamos quase à meia-noite!!! Enfim, uma maratona só!
Dessa forma singular e pitoresca conhecemos na sola este recanto menos explorado da Serra do Cipó, cujas paragens atraíram tanto os antigos bandeirantes qto mineradores gringos na forma de pedras preciosas. Contudo, desta vez as riquezas q nos levaram lá foram apenas a beleza e a aventura de palmilhar novos rincões. E apesar dos imprevistos de planejamento na volta, conhecemos a intimidade de um arraial estacionado no tempo q faz jus ao nome q ostenta.
Isolado de td, onde ainda há um benzedeiro e o médico vai apenas uma vez por semana, Fechados nos brinda c/ gente hospitaleira e charme interiorano típico mineiros. Assim, este outro lado da travessia – diferente da Lapinha – vai mantendo sua rotina inalterada como antigamente. E pensando bem, mesmo q se tenha q vencer gdes distancias, tds as dificuldades de acesso e retorno, uma gde certeza é q somente assim a paz dali permanecerá sempre preservada.
Jorge Soto
http://www.brasilvertical.com.br/l_trek.html

Texto: Jorge Soto
Fotos: Alessandro de Jesus/Luciana Barreiro

Fonte:www.altamontanha.com

TRAVESSIA NA SERRA DO CIPÓ – Parte 1

July 31st, 2008

Encravado no extremo sul da Serra do Espinhaço, o vilarejo da Lapinha é sempre lembrado por sua travessia + notória, rumo Tabuleiro. No entanto, perpendicularmente à este programa – saturado à exaustão pelo ecoturismo -farofa – há outra caminhada selvagem tão grandiosa q percorre rios e cachoeiras deslumbrantes, campos rupestres e matas de cerrado em direção ao pacato arraial de Fechados, 50km ao norte. Texto: Jorge Soto Fotos: Alessandro de Jesus/Luciana Barreiro

Por Jorge Soto

Margeando a borda oeste de vários espigões paralelos da Serra do Cipó, esta pernada de 4 dias se destaca tb por ter um charme especial: alem dos atrativos naturais, remonta parte do trajeto utilizado por bandeirantes no Séc. 17, o antigo Caminho Colonial de Sta Luzia-Tijuco, e nos brinda c/ a imponência do Poço Soberbo, antiga mineração de diamantes. Uma travessia q une historia e natureza. E, claro, a peculiaridade e charme de Fechados, um arraial parado no tempo.
DA LAPINHA AO ERMO DAS GERAIS
Após sair da acinzentada Sampa na madruga de quarta (feriado) e percorrer exaustivas 7hrs de asfalto, chegamos na capital mineira às 10:30. No volante tava o elétrico Zé Carlos, acompanhado pelo Alê (“Lion Man”, para os íntimos); no banco de trás, eu e a Lu tentávamos dormir nos momentos em q o falatório geral dava trégua. Num piscar de olhos, nos vemos serpenteando morrotes c/ vegetação arbustiva e ressequida, sinal q já estávamos, as 13hrs, em Santana do Riacho, vilarejo encravado aos pés da Serra do Cipó.
Sem titubear, fomos p/ Pousada 3 Corações, local q tínhamos como referencia de nossa incursão anterior pela região, afim de deixar o veiculo e negociar transporte/resgate de nossa pernada. Recebidos pela simpática Dna Maria do Rosário, nos avisou q seu marido, Seu Valdir, tava fora e não poderia ver isso p/ gente. Entretanto, nos arrumou um taxista vizinho, Seu Alair, q se dispôs a quebrar nosso “galho” logístico, embora não mostrasse muita certeza de conhecer bem onde seria nosso resgate. De qq forma, confiamos em sua solícita boa vontade em nos ajudar e pegamos seu tel de contato, q por sinal era o mesmo da pousada da Dna Maria.
Dessa forma, nos esprememos no empoeirado Uno de Seu Alair e rumamos p/ Lapinha, distante 9km dali, acompanhando os paredões imponentes da Serra do Breu à nossa esquerda. Ignoramos a bifurcação direita p/ Lapinha (q em 2km nos levaria ao vilarejo homônimo) e seguimos em frente pela empoeirada estradinha por alguns kms. Finalmente nosso avanço é barrado por uma porteira c/ uma lacônica placa anunciando “Propriedade Particular – Proibido Acampar e Nadar”. Era hora de descer.
Despedimos-nos de Seu Alair e após alguns ajustes finais nas pesadas cargueiras e comer alguma coisa, começamos, enfim, nossa travessia as 14:40hrs.
Após a porteira, foi só andar pela precária estradinha q acompanha, ao longe, o sopé da serra sentido noroeste, tal qual o córrego Lapinha. Esta estradinha (um carreiro largo) é o q sobrou do Caminho Colonial de Sta Luzia pro Tijuco, utilizado antigamente pelos bandeirantes no transporte de pedras preciosas e q hj ainda é usado pelos locais, de preferência de moto ou cavalo.
Este início de caminhada é tranqüilo e s/ maiores desníveis, bordejando pequenos morrotes e passando por duas pequenas fazendinhas q parecem vazias. Aos poucos, o caminho sobe imperceptivelmente, indo de encontro aos paredões, cada vez + próximos tendendo a se afunilar num largo e grande cânion. Mas logo passamos outra cerca (Faz. Cachoeira), a trilha se estreita e os horizontes novamente se alargam, sempre ladeando paredões pela esquerda. Contudo, os campos q se abrem não são de capim e sim campos rupestres de perder a vista, dando a impressão q andamos em meio a ruínas de alguma civilização perdida salpicada de cactos.
Os formatos curiosos q as rochas aqui apresentam são diversos, mas a gde maioria corresponde a afloramentos rochoso apontando numa só direção, tal qual mísseis! À oeste avistamos um vale paralelo bem fundo, por onde singra o Córrego Fundo.
Logo as pedras dão lugar ao 1º gde platô do percurso, salpicado de canelas-de-ema e sempre-vivas, q balançam na brisa suave do meio da tarde. O caminho agora deriva p/ norte/nordeste, qdo encontramos um tiozinho montado num velho cavalo vindo no sentido oposto, Seu Chico, q nos dá infos preciosas.
Subindo ate um colo de serra, passamos 2 casinhas aparentemente abandonadas (uma delas do Seu Chico) e duas cercas, sempre em franca ascensão. Na 2ª porteira, contornando um morro, deixamos o caminho e tomamos uma picada à esquerda q nos leva ao leito de um rio (seco) q desce suavemente por um bom tempo ate outro platozão a oeste, q parece ser o amplo vale de um rio maior.
Acompanhando o leito deste rio seco, ora pelo capim ora saltando de lajota em lajota, alcançamos o vasto platozão onde damos numa gde área de acampamento (plano e forrado de areia clara e pasto ralo) às margens de um rio encachoeirado mto bonito, o Rio das Pedras. Embora houvesse uma placa detonada anunciando q era proibido acampar, foi aqui mesmo q jogamos as mochilas no chão, dado o horário avançado. Cansados do dia exaustivo (viagem + pernada), vestimos nossos agasalhos, pois esfriava rapidamente enqto o sol mergulhava na morraria à oeste. Assim, nossas barracas tomavam forma a exatos 1.212 m de altitude, as 18hrs, neste bucólico local q faz parte da Reserva Natural “Ermo das Gerais”.
Assim q escureceu, a temperatura caiu drasticamente, minando nossas intenções de banho no convidativo poço ao lado do acampamento. Paciência, assim nos esmeraríamos + no preparo da bem-vinda e suculenta janta, q veio acompanhada de um delicioso vinho francês providenciado pelo Zé! Não sobrou uma gota, claro! Na seqüência nos enfiamos a nossas respectivas tendas, no mesmo instante em q o tempo começou a fechar. Aquela noite foi bem fria, ventou muito e, contrariando a previsão meteorológica, teve totalmente c/ céu encoberto e até chuva! No entanto, a essa altura do campeonato já havíamos desfalecido nos braços de Morpheus, e prontos pro q der e viesse no dia sgte.
DO RIO DAS PEDRAS AO POÇO SOBERBO
O dia amanhece nada promissor: encoberto, c/ vento frio e uma névoa q, alem de impedir visibilidade alem dos 500m, ocultava os picos de morros próximos. Ainda assim, as 6:30 obrigo td mundo a ir se arrumando, sob protestos da Lu, q queria permanecer no aconchego da barraca ate a névoa se dispersar. No way, tínhamos um cronograma q devia ser seguido à risca, independente das condições climáticas. Felizmente, o tempo logo ficou + ameno, permitindo q as atividades prescritas fossem efetuadas em seu ritmo normal.
Na duvida entre subir ou descer o rio, após sondar terreno decidi “democraticamente” q o desceríamos. Assim, após breve café e devidas arrumações, jogamos a cargueira nas costas, partindo às 8:15. Saltando as pedras, atravessamos o rio seguindo pela sua margem direita num carreiro q ia na mesma direção, isto é, oeste. Adentramos, então, numa brecha da serra ate sermos recebidos, as 9:30, pela imponente Cachoeira Bicame, por onde o Rio das Pedras despencava verticalmente num par de quedas de + de 30m num enorme e fundo poço acobreado!
Após muitos cliques da parte de cima, descemos ate a base da cachu, onde fizemos um pit-stop básico, já q o local merecia + tempo p/ contemplação: a Lu não se conteve e mergulhou no poção frio, p/ vergonha da trupe masculina q sequer ousou molhar o dedinho; o Lion delirava c/ as possibilidades dos “boulders” das pedras ao redor; o Zé Carlos brincava c/ sua parafernalha eletrônica marcando o lugar no gps; e eu apenas observava td aquilo, já estudando a continuidade da pernada analisando a carta e o terreno em volta.
A parada tava boa, mas tínhamos q prosseguir, agora p/ oeste. Assim, acompanhamos o rio descendo a serra (por trilha) através de um cânion q aos poucos se afunilou, onde acabamos dando noutra bela cachu agraciada de outro poção. Aqui o rio despenca verticalmente em meio a varias fendas descendo a serra, e a trilha se afasta p/ direita, primeiro num amplo platô repleto de capim ralo, p/ depois descer em 3 longos ziguezagues,  reencontrando o rio no fundo vale abaixo, onde este parecia prosseguir sua jornada + calmamente.
Na trilha de descida rumo ao Vale do Soberbo, cujos poções já eram visíveis de cima, a Lu teve o irresistível desejo de beijar ardentemente o chão, forrado de pedrinhas brancas e cristais escorregadios. Tal vontade resultou num rosto machucado, uma toalha ensangüentada, preocupação generalizada e dúvidas qto a conclusão da travessia. Mas nossa única representante do sexo frágil, guerreira do jeito q ela é, não titubeou em seguir em frente afirmando q “não era nada”!
Assim, após longo ziguezague, veio um trecho de “desescalaminhada” em meio a mato e pedras, ate cairmos no q pode ser chamado de “Poço Soberbo”, um bucólico vale encravado no meio da serra e repleto de áreas p/ acampamento, poços e cachus de tds os tamanhos, alem de restos de uma antiga mineração de diamantes datada dos anos 60, explorada por gringos. O rio culmina num gigantesco poção acobreado aos pés de outra cachu, desaguando, enfim, numa monumental fenda afunilada da serra.
Ah, ali tem muito, mas muito carrapato tb! Neste local pitoresco e ate místico tivemos nossa parada p/ descanso e lanche, as 13:15hrs, sob a sombra fresca de escassas arvores, já q há muito a nebulosidade matinal tinha ido embora dando lugar a um sol de rachar coco!!! Após dar um rápido visu na área de mineração – cercada de vestígios de instalações dos antigos garimpeiros, caldeirões naturais cravados na rocha e algum material pesado corroído pelo tempo – retomamos nossa jornada.
Pulando brejos, passando por vários cochos e saltando outro riacho, seguimos as picadas q desta vez nos levavam ao longo do Vale do Soberbo, agora sentido noroeste. Aqui há varias picadas paralelas, mas tds acabam convergindo numa só a medida q se avança, sempre em meio a vegetação arbustiva e algumas arvores. O Rio Soberbo se mantém sempre à nossa direita e – após descer encachoeirado por dobras na serra – segue paralelo à mesma, se junta c/ o Rio das Pedras p/ formar, por fim, o tal Poço Soberbo.
Enquanto o rio desce, nos subíamos s/ gde inclinação o vale ate dar outra vez no topo da serra, onde se descortinam os campos altos q se abrem por mais de 40km, as 15:30hrs. Agora basta seguir sem empecílios pelo pasto rumo noroeste, através da enorme “avenida” formada neste 1º degrau e vasto platô da Serra do Cipó, ladeado por um interminável paredão rochoso à nossa direita. Já havia estado aqui no Carnaval, portanto não demorou identificar qdo atravessamos o Córrego dos Quartéis, as 16hrs, onde abastecemos nossos cantis.
As 17hrs e relativamente cansados, decidimos estacionar em definitivo numa enorme (e oportuna) clareira no pasto, à margem da trilha. Acampamento montado a 1.062m de altitude, desabamos no interior de nossas barracas p/ logo em seguida preparar a janta (regada a vinho chileno!), assim q o sol caiu, siluetando os contornos da serra, à oeste, e trazendo consigo a escuridão, o frio e um vento considerável. Na seqüência nos entocamos no aconchego dos sacos-de-dormir, as 20hrs, p/ só sair deles na manha sgte. Durante a noite saí p/ “regar a moita” e fiquei apreciando, diferente da noite anterior, um céu coalhado de estrelas, rasgado esporadicamente por algumas estrelas cadentes. Coisas do interior mineiro.
DO ALTO DA SERRA ATE O VALE DO BARBADO
Levantamos as 6hrs, refeitos da noite bem dormida, ou quase. A Lu cismou q ouvira alguma coisa andando próximo da barraca dela; o Lion cismou c/ a presença de pequenos escorpiõezinhos à noite; e eu cismara q havia uma “onça” dentro da barraca do Zé Carlos.. O dia, como sempre, amanhecia encoberto, mas logo o vento foi dispersando a nebulosidade p/ dar lugar a um céu azul límpido e um sol q + tarde fritaria miolos. Após nosso desjejum e as mochilas engolirem o equipamento, zarpamos dali as 8hrs c/ o devido cuidado de não carregar baratinhas selvagens ou aranhas na bagagem.
A pernada prossegue desimpedida pelo descampado, s/ variação alguma de desnível. Um sossego só, sempre acompanhando o paredão imponente da serra à nossa direita. No caminho, muitas flores despertam a atenção da Lu e a presença de uma seqüência de rochas planas fincadas perpendicularmente no solo + parecem lapides naturebas ou monólitos q registram silenciosamente nossa passagem naqueles campos ermos.
Mas logo adiante temos o 1º sinal de vida do dia, na forma de uma rústica fazendinha, o Sitio do Dante. Lá, um rapaz (c/ piercing no olho) cortando cana nos dá algumas infos, alem de nos medir dos pés à cabeça c/ seu olhar; nossas mochilas despertam sua atenção, alem do enorme curativo em forma de “T” na rosto da Lu. Suas infos batem c/ nosso roteiro, mas suas otimistas previsões de tempo-espaço (“Vcs chegam em 3hrs em Fechados, a cavalo!”) nos deixam ressabiados, nos lembrando + uma vez q em terras mineiras as distancias tem outra referencia. Medidas no jeitinho “mineirês” do “é só um tirinho”, o q pode ser uma horinha pode ser traduzido por mais um dia.
Continua em Travessia na Serra do Cipó – Parte 2

Texto: Jorge Soto
Fotos: Alessandro de Jesus/Luciana Barreiro

Fonte: www.altamontanha.com

Reportagem do O Tempo Cartão-postal Serra do Cipó ao pôr-do-sol

July 29th, 2008

Ricardo Ferraz Bastos

A serra do Cipó é um dos conjuntos naturais mais exuberantes do mundo. Sua história geológica é complexa e data do período précambriano, com suas rochas arenosas formadas por depósitos marinhos há mais de 1,7 bilhão de anos. São cem mil hectares de cerrados, campos rupestres e matas, além de rios, cachoeiras, cânions, cavernas e sítios arqueológicos preservados. A diversidade da sua vegetação é altíssima, com muitas espécies só encontradas na região, assim como a sua fauna, que abriga espécies ameaçadas de extinção. O que inspirou-me a fotografar o rio Cipó, no pôr-do-sol, foi sua luminosidade e a quantidade de água.

Publicado em: 29/07/2008

Fonte: http://supernoticia.com.br/otempo/noticias/